Reformando o apê: por onde começar?

Meninas, desculpa não estar mais presente diariamente igual antes, mas é que as coisas estão bem corridas 😦 Novamente vou postar aqui um texto que já postei lá no meu outro blog, o TPM Moderna. Espero que vocês gostem ❤

Esses tempos fiz um post contando sobre como foi comprar o apê e vocês gostaram bastante ❤ Resolvi então fazer uma série de posts sobre a reforma, que ainda está caminhando.

O primeiro post vai ser um resumão, meio que pra explicar por onde eu comecei, o que tive que fazer e onde isso tudo vai parar hahaha

1) Dinheiro: Sim minha gente, é a nossa triste e dura realidade, não adianta querer reformar, fazer mudanças na casinha se não tiver dinheiro. Por mais que os profissionais parcelem o serviço muitas(muitas mesmo!) vezes surgem imprevistos e se você não tiver dinheiro guardado vai querer morrer. Mexer com reforma é uma coisa cara e que dificilmente vai sair exatamente do valor que você planejou.

2) Planejamento: As coisas nunca vão ser finalizadas na data certa, esse é o mantra e a lei de tudo relacionado a obra. O gesseiro, o pintor, o marceneiro, o eletricista, todo mundo vai ter contratempos, dor de barriga, dengue, tétano e a sua obra, por menor que seja, vai atrasar. Então, planeje. Se você quer que tudo fique pronto daqui 4 meses e te deram o prazo de 2 meses pra fazer tudo: comece agora. Dica de melhor amiga essa, sério. Principalmente se a sua reforma inclui comprar móveis que não são a pronta entrega.

3) Comece pelo começo: parece ridículo, mas é sério. As veze a gente fica tão ansioso que enfia os pés pelas mãos e acaba invertendo a ordem natural das coisas. Se você vai reformar a sala, colocar gesso e embutir luzes nele, a ordem é: eletricista, gesseiro, pintor. Antes de sair fechando tudo fora de ordem coloque a cabeça no lugar pra depois não se arrepender e ter que contratar duas vezes o mesmo serviço.

4) Pesquise: Não sei aí na cidade de vocês mas por aqui a diferença de valores é absurda entre um prestador de serviço e outro. Entre essa pesquisa, que deve começar aproximadamente 1 mês antes de realmente iniciar a reforma, além do preço é preciso ter referências. Hoje em dia a maioria das empresas tem fan page, e vale sim entrar nela, pesquisar bem, ver fotos e opiniões de quem já fez serviço com quem você está pensando em contratar. Foi assim, inclusive, que achei meu gesseiro.

5) Exija comprovantes: SEMPRE exija contrato/recibo ou qualquer coisa que comprove o que o prestador ficou de fazer e quanto você já pagou ou ainda vai pagar por isso. Tente nunca pagar tudo antes dele terminar o trabalho. Se o desconto a vista for bom faça um acordo de pagar um valor antes dele começar e outro assim que ele terminar, desse jeito você continua com o desconto mas ainda tem alguma garantia de que ele não vai pisar na bola tão fácil, já que ainda tem que receber uma parte.

E acho que essas são as dicas mais importantes.

E tente também dar preferência para quem se dispõe a ir até o local fazer o orçamento, desse jeito ele vai saber exatamente onde vai trabalhar, o que vai ter que fazer e ninguém terá surpresas depois. Mesmo que você tenha a planta do imóvel ou fotos é importante que o prestador de serviço vá ao local pra ter certeza do trabalho que terá pela frente.

No próximo post sobre o assunto vou falar de gesso 🙂

E vocês, tem alguma dúvida específica sobre a reforma?

Tudo sobre o meu apê

Esse post foi originalmente postado no meu outro blog, o TPM Moderna

Lá no instagram @daicravo várias meninas vivem me perguntando sobre o apê que vou morar quando casar. Agora tô na fase da reforma então vira a mexe posto alguma foto e vem as dúvidas. Resolvi então fazer esse post pra explicar um pouquinho pra vocês como foi todo o processo de escolha, compra, até agora.

Comprei o apartamento faz um pouco mais de 4 anos se não me engano. Sim, nessa época nem sonhava em conhecer o meu noivo. Mas, meu pai veio com a ideia de dar a entrada e eu assumir as prestações, assim, eu teria um teto quando resolvesse sair de casa (até porque na época ninguém colocava fé que um dia eu me casaria hahaha).

Começamos a busca por apartamentos na planta e pequenos. Rodamos a cidade toda, fomos em todos os bairros onde eu gostaria de morar.

Mesmo ouvindo muitas reclamações sobre a MRV a gente, depois de muita busca e pouco sucesso, decidiu fechar com um empreendimento da empresa, do outro lado da cidade, onde eu morava antes. Já estava tudo fechado, recebi os contratos e era só assinar. Até que ao ler os contratos eu e meu pai percebemos que em nenhum lugar estava MRV. A construtora simplesmente não botava a cara tapa pra nada. O responsável pelo empreendimento era o próprio empreendimento. A razão social e o CNPJ que constava em tudo era o do condomínio e não o da MRV, ou seja, quem eu iria processar se alguma coisa desse errado? Questionamos a corretora, ela foi atrás, e no fim das contas era desse jeito mesmo e então desistimos de comprar. Graças a Deus, porque depois ficamos sabendo de coisas horríveis da MRV, até fiz um post sobre isso no outro blog.

Recomeçamos a busca do zero novamente tirando da lista todos os empreendimentos da MRV.

Eu queria um apê pequeno (50 mts²), 2 quartos, não precisava ter suíte e nenhum luxo. Tá vendo como eu não sou blogueira mesmo? hahahahaha #entendedoresentenderão

Um belo dia fomos todos ver um apartamento decorado num bairro aqui perto de casa mesmo. O apartamento era lindo (gente, não lindo de novela, lindo pra minha realidade) e todo mundo se apaixonou. O problema é que ele estava quase pronto, faltava meses pra entregar e por isso o valor de entrada teria que ser maior.

Fomos embora meio tristes. Mas como Deus sempre foi maravilhoso comigo conseguimos comprar o apartamento.

Meu pai deu a entrada e eu assumi as prestações. Fiz financiamento pela Caixa Econômica a perder de vista porque né, sou pobre. Ia pagando quase nada até a entrega das chaves e depois comecei a pagar as prestações no valor normal.

O apartamento foi entregue uns 6 meses antes do previsto. Como eu não tinha condições de morar sozinha e nem ia casar eu aluguei. Mas com muita dor no coração.

Aluguei por imobiliária pra um casal por 2 anos e depois particular por mais 2 anos. Uma dica: NUNCA alugue nada no particular porque aí você terá as dores de cabeça com o inquilino. Mil vezes melhor alugar com imobiliária, porque aí ela resolve tudo. Só Deus e eu sabemos a dor de cabeça que foi na reta final do último inquilino, e eu precisando do apartamento já que vou casar. Quando finalmente ele me entregou as chaves eu quis soltar fogos.

Bem, sobre a compra em si: você vai precisar de um valor para dar de entrada. Geralmente gira em torno de 20% do valor do imóvel. Algumas construtoras pedem esse valor a vista, outras parcelam até a entrega das chaves, enfim, cada caso é um caso. Acredito que essa seja a parte mais complicada pra quem quer comprar porque hoje em dia um apartamento não sai por menos de R$150 mil, ou seja, uns R$30.000 só de entrada. Se você tiver um bom valor de FGTS ajuda.

O financiamento vai depender muito da sua renda, estado civil e tudo mais. Dependendo do valor do imóvel e do seu rendimento você consegue inclusive entrar no programa Minha Casa Minha Vida. Aqui na minha cidade tem vários empreendimentos dentro do programa, é bem legal conferir e ver se você se encaixa nos requisitos. E não, essa parte do programa do governo não é aquela que o próprio governo constrói e sorteia as casas, é um outro seguimento, você compra um imóvel normal, mas que o valor dele e o valor da sua renda se adequa ao programa e você ganha um valor de subsídio do governo.

Pela Caixa geralmente o financiamento é feito em 360 meses, ou seja, 30 anos. Pra um imóvel próprio eu não vejo problema nenhum, mas sei que tem gente que não quer ficar pagando todo esse tempo, então, minha dica é: fique rico.

Como disse pra vocês, agora tô na fase de reforma do apartamento, se vocês quiserem eu faço post falando sobre 🙂

Beijos!

Comprar ou alugar um imóvel?

A verdadeira resposta seria: tanto faz desde que vocês não morem com a sogra ou com a sua mãe.

Eu sei que a sua sogra pode ser um amor com você e que sua mãe pode ser um amor com o seu noivo mas até mesmo no curso de noivos essa tecla é uma das mais batidas: não case para morar com os pais de nenhum dos dois. Quando vocês casam formam uma nova família que precisam de um espaço só de vocês. Mas isso é um assunto pra outro post.

Claro que o melhor, até porque é um investimento, é comprar um imóvel para começar a vida a dois mais estabilizados e com uma certeza: a casa própria. Porém, está ficando cada vez mais difícil conseguir encontrar imóveis em boas localizações com um preço razoável, além do valor de entrada ser cada vez maior.

Pode ser que vocês demorem anos pra conseguir juntar o valor de entrada e não estejam a fim de esperar tanto tempo assim para começar uma vida a dois.

Primeira opção: comprar um imóvel usado. O valor é menor, não é preciso gastar com reforma ou documentações de um imóvel novo/na planta e geralmente o valor de entrada é menor. Além do que, morar onde outras pessoas já moraram antes pode evitar surpresas de imóveis novos como algo mal instalado, etc.

E não tem vergonha nenhuma em comprar/morar em um imóvel usado. Aqui na minha cidade, por exemplo, se você quiser morar em um bairro bom é preciso comprar um imóvel usado porque já não há mais terrenos livres.

Segunda opção: morar de aluguel até ter dinheiro suficiente para dar de entrada em um imóvel próprio. Mas vale lembrar que nesse caso o casal tem que ter muita disciplina, maturidade e responsabilidade para guardar realmente dinheiro enquanto está morando de aluguel. Tem que esquecer luxos, compras com cartão de crédito, saídas, etc.

Somente economizando e guardando dinheiro será possível sair do aluguel e finalmente ter uma casa própria. O valor do aluguel tem que ser baixo e compatível com a renda dos dois, já que vocês terão todas as despesas de uma família, a despesa com o aluguel e além disso, tem que guardar dinheiro para a entrada do novo lar.

E vocês noivinhas, em qual situação estão? ❤

Comprar apê da MRV? Nãããão!

Nesse post eu vou contar a minha experiência com a MRV, construtora conhecida em todo país, principalmente pelos seus problemas, digo, preço baixo! hahaha

Quando comecei a procurar apê pra comprar (em 2011,se não me engano – ainda nem sonhava em conhecer o noivo haha) fui em vários empreendimentos aqui na minha cidade, São José dos Campos.  Sem dúvida nenhuma a empresa que mais oferecia benefícios e com o menor valor era a MRV. Conheci o empreendimento, estava dentro do orçamento, gostamos e resolvemos deixar de lado aquele má fama da empresa e começar a fechar o negócio com eles.

Foi aí que os problemas começaram.

Eu sou formada em Direito (na época ainda estava na faculdade) e meu pai é contador, logo, ambos somos muito acostumados com contratos e papeladas burocráticas. Quando o contrato chegou percebemos algo muito estranho: o responsável pelo contrato era o próprio empreendimento e não a MRV, aliás, a MRV não aparecia em MOMENTO NENHUM no contrato, como responsável por nada. Ou seja: se desse algum problema e eu precisasse processar alguém teria que processar o empreendimento e não a construtora.

Entramos em contato com a corretora, ela ficou de verificar e depois retornou dizendo que era isso mesmo e que não poderia alterar nada. Eu estava com toda documentação necessária na mão, inclusive com os contratos para assinar. Resolvi pesquisar mais sobre a MRV aqui na minha cidade e descobri que o maior problema dela aqui era não conseguir habite-se junto a prefeitura porque o pé direito não era da altura segura que era exigida. Ou seja: sem habite-se, sem chave, sem ter como mudar para o apartamento.

Anos depois o marido de uma conhecida começou a trabalhar pra MRV e descobrimos que eles pagam o pedreiro por apartamento entregue, ou seja, eles fazem tudo correndo, meio de qualquer jeito, pra poder ganhar mais no fim do mês e que se dane o pé direito, o acabamento, a segurança… e com isso a empresa vai transformando muitos sonhos em pesadelos.

Hoje em dia se você pesquisar no Reclame Aqui ou no Facebook vai ver várias páginas de reclamação, tanto de quem não consegue a chave para se mudar como de pessoas que conseguiram se mudar mas estão com os apartamentos caindo aos pedaços de tão porco que é o acabamento, mesmo com meses de uso.

Eu desisti de comprar um MRV e jamais aconselho ninguém a comprar um.

Pra quem tiver curiosidade: acabei comprando um da Construtora Reflora que me entregaram ANTES do previsto. Não me arrependo e aconselho a todos que fiquem MUITO atentos com a MRV. O barato pode sair muito caro.